Aspectos da fala – parte I: onde tudo começa

                        Se desejamos educar a fala, primeiramente temos de educar a origem de tudo o que dizemos: os pensamentos. Se nossas mentes estiverem repletas de maledicência e negatividade, por melhor que seja o nosso verniz social, em algum momento nosso real conteúdo mental se revelará.

 

                        Eliminar o lixo mental é o primeiro passo para progredirmos na área da expressão oral. As palavras são o reflexo dos pensamentos; quando pensamos com bondade e compreensão, é isso que nossas palavras refletirão. Para Chico Xavier, “o cuidado com as palavras não era mera formalidade nem prova de educação. Tinha fins preventivos, quase terapêuticos. O uso de expressões agressivas era perigoso, arriscado. Os maus pensamentos também. Era Kardec quem ensinava: ‘Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável…’ ”.  (“As Vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior, Editora Planeta).

 

                        Reproduzo abaixo um artigo publicado em 2007 a respeito de higiene mental, e convido vocês a permanecerem conosco durante a semana, em que daremos continuidade a esta série. Até amanhã!

 

Higiene Mental

 

                        Incontestável é a importância dos cuidados com o corpo, obedecendo ao imperativo da higiene a fim de manter-se a saúde. Da mesma forma, cuidar da mente é imprescindível para a conquista da paz interior.

 

                        Assim como em uma dieta deve-se selecionar o que será ingerido, de acordo com as conseqüências que a ingestão de cada alimento ocasionará ao organismo, devemos saber filtrar idéias, assuntos e imagens. Temos o controle sobre nossa mente: não podemos evitar que determinados pensamentos nasçam, mas é perfeitamente possível que impeçamos seu desenvolvimento.

 

                        Se surgem em nossa mente pensamentos tendentes a desânimo, abatimento, vingança, agonia, angústia ou ansiedade, é hora de por em prática o poder que temos de cortá-los imediatamente. Caso permitamos que eles tomem conta de nós, deixando que se fortaleçam, talvez daremos início a um processo negativo que tem se mostrado quase irreversível em muitos casos. Basta observar quantos ao nosso redor não caíram nessa armadilha preparada, em grande parte, por eles mesmos.

 

                        A higiene mental deve ser realizada com um propósito preventivo, em primeiro lugar; saber escolher o que ler, o que ver, o que ouvir. Sempre haverá a opção de um livro edificante em vez de um fútil, ou de um filme que alimente a alma em lugar de angústias e medos e músicas que tragam alegria, ao invés de instigarem tristeza e depressão. Sempre será possível escolher quais lugares freqüentar, que assuntos conversar, que atitude mental tomar face às mais diversas situações da vida.

 

                        Busque trazer à sua mente o que há de mais positivo e eliminar as lembranças desagradáveis, as inseguranças limitadoras, os sentimentos contrários à fraternidade, as mágoas guardadas há tempos. Promover tal higiene faz com que se descarte todo o lixo mental, tornando a pessoa mais leve e feliz, com a maravilhosa sensação de finalmente ter tomado as rédeas de seus pensamentos.”

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Um comentário sobre “Aspectos da fala – parte I: onde tudo começa

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