Aspectos da fala – parte II: o campo vibratório

                        É muito importante que nos policiemos na área da fala, pois, como nos ensina André Luiz, ela está repleta de magnetismo. Vejamos este trecho da obra “As Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior (Editora Planeta):

 

                        “Um dia, Chico andava esbaforido em direção à Fazenda Modelo quando foi chamado por uma vizinha. Desde a véspera ela tentava falar com o representante do Dr. Bezerra de Menezes. O moço tinha assumido o compromisso de ajudá-la naquela manhã. Atrasado para o serviço, ele seguiu em frente e se limitou a dizer:

 

                        – Estou com pressa. Na hora do almoço passo aqui.

 

                        Deu cinco passos e ouviu a voz de Emmanuel:

 

                        – Cinco minutos não vão prejudicá-lo.

 

                        Chico voltou, tirou dúvidas da mulher sobre um remédio receitado pelo Dr. Bezerra e foi embora. A vizinha ficou feliz da vida.

 

                        – Obrigada, Chico. Deus lhe pague. Vá com Deus.

 

                        O rapaz despediu-se e, cem metros adiante, seguiu outro conselho de Emmanuel. Olhou para trás para ver o que saía dos lábios da moça em sua direção. Enxergou uma massa branca de fluidos luminosos aproximando-se e entrando no corpo dele. Emmanuel concluiu a lição daquele turno:

 

                        – Imagine se, em vez de ‘vá com Deus’, ela dissesse: ‘vá com o diabo’. De seus lábios estariam saindo cinzas, ciscos, algo pior.

 

                        Chico passou a aconselhar os amigos no centro Luiz Gonzaga:

 

                        – Até punhaladas e tiros temos recebido de volta por mau uso das palavras. Um dia, porque adverti um companheiro sem vestir-me da defesa da humildade, recebi, quando menos esperava, um tiro projetado sobre mim com a força de um pensamento carregado de ódio. ”

 

                        Como podemos observar, o cuidado com o que falamos não se restringe a uma mera questão de polidez social. É algo muito maior, intrinsecamente ligado ao nosso campo vibratório. E por que devemos nos preocupar com isso? Dando uma resposta bastante simplista a essa pergunta, não nos esqueçamos de que atraímos (e buscamos, ainda que inconscientemente) a companhia daqueles – encarnados e desencarnados – com emissões vibratórias semelhantes às nossas. Além disso, nossa saúde depende da boa qualidade de nossas vibrações. Muitos problemas físicos e espirituais podem ser evitados se cuidarmos dessa área de nossas vidas.

 

                        Nesta quinta-feira encerraremos nossa série de posts sobre a fala. Até amanhã!

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