Ação cristã

my-books                   Mesmo com todo o esclarecimento que a Doutrina Espírita nos traz a respeito da necessidade do trabalho em benefício alheio, frequentemente nos encontramos tão imersos em nós mesmos que nos acostumamos a ignorar o sofrimento dos outros.

 

                   De nada adianta orar, ler livros inspiradores e freqüentar reuniões doutrinárias se não nos dispusermos a atuar com alegria no serviço fraterno.

 

                   Por vezes, desperdiçamos várias chances de servir ao próximo porque aguardamos grandes campanhas nas quais possamos nos engajar, quando as maiores oportunidades para auxiliarmos estão ao nosso redor, geralmente no nosso próprio lar, no seio familiar.

 

                   Há sofrimento por toda parte, em nosso lar e fora dele.  Se quisermos mesmo fazer o bem, ocasiões não faltarão. Não é necessário que tenhamos bens materiais para distribuir; o perdão, um sorriso, algumas palavras de consolo e compreensão são dádivas de valor inestimável.  

 

                  Nunca nos esqueçamos de que a nossa responsabilidade tem o tamanho do nosso entendimento.

 

 

“Será suficiente dizer ‘Eu sou cristão’ para que se seja realmente um seguidor de Cristo? Procurem pelos cristãos verdadeiros e vocês os reconhecerão pelas suas obras”.

 

Simon (O Evangelho Segundo o Espiritismo)

 

                  

                   Muita paz e até breve!

Educação Sentimental

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                        Tenhamos cuidado com os sentimentos. Quando o sentimento prepondera sobre a razão, é hora de dedicarmo-nos ao raciocínio.  

                        Basear nossas ações em arroubos sentimentais é abrir portas a uma percepção por vezes ilusória e distorcida da realidade e a sofrimentos imprevisíveis.  

                        Renegarmos nossa capacidade de raciocinar – em qualquer que seja o campo da vida – pode fazer com que doemos o melhor de nós a relacionamentos que trarão uma ilusão de felicidade que inevitavelmente ruirá, cedo ou tarde.  

                        Permitir que a paixão nos governe é realizar construção sobre terreno arenoso, jogando-nos à instabilidade e à angústia.   

                        Em matéria de afeto, devemos constantemente buscar o autodomínio para que não nos envolvamos e não envolvamos os outros em ligações sem compromisso, sem seriedade, sem responsabilidade, sem propósito elevado. Os prejuízos gerados nessas circunstâncias poderão ser muito maiores do que imaginamos e custar-nos mais de uma existência para serem reparados.  

                        O desrespeito aos sentimentos alheios fatalmente ensejará resgate doloroso para que nos eduquemos na seara sentimental. 

                        Equilíbrio é a chave.  

                        Educação e razão não são incompatíveis com o sentimento. Pelo contrário, são as forças que guiarão nossos sentimentos por caminhos mais seguros, direcionando-os a fins mais nobres.  

                        A paixão desenfreada aproxima-nos do sofrimento e da loucura, o amor verdadeiro aproxima-nos do Criador.  

                        Muita paz e até breve,

                        Euzébia Noleto

Nunca desista

 

“Quem te injuria e escarnece,

Na frase agressiva, azeda,

Em si sofre a labareda

Que verte do próprio mal.

Toda cólera é doença.

Aquele que se enraivece

Solicita o pão e a prece

Do socorro fraternal. ”

 

Irene Ferreira de Sousa Pinto*

 

                        O parente difícil furta-lhe a paz.

 

                        O chefe rude não lhe propicia o ambiente tranqüilo necessário ao trabalho.

 

                        O colega lhe constrange e aborrece sistematicamente.

 

           

                        Não desista de amá-los.

 

 

                        Através do amor fraternal, perdoamos e compreendemos os outros, a fim de obtermos perdão e compreensão para nós mesmos.

 

                        Quem saberá o que há no íntimo deles, de que enfermidades padecem no corpo e na alma, qual a carga que carregam?

 

                        Não desista da luta de amor e fé. É uma luta não contra os outros, mas contra o mal que há em nós: contra o anseio pelo revide, pela vingança, contra o orgulho que impede o perdão.

 

                        No momento difícil, tenha paciência. Suas mais poderosas armas são o silêncio e a prece.

 

                        Nunca desista de ninguém, pois todas as pessoas em nosso caminho lá estão por algum motivo, sinalizando que temos junto a elas tarefas a cumprir.

 

 

                        Paz e luz!

 

                        Até breve, se Deus permitir,

 

                        A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano

 

 

* Da obra “Antologia dos Imortais”, psicografada por Chico Xavier e Waldo Vieira. Editora FEB – Federação Espírita Brasileira.

A necessária libertação

                       “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

 

Filipenses, 3:13,14

 

 

                        Quantos de nós não se encontram amarrados a memórias repletas de experiências menos felizes?

 

                        Apagar definitivamente determinados momentos da memória pode não ser possível, mas a forma como lidamos com essas recordações depende apenas de nossa escolha: optamos por viver em função delas ou por prosseguir?

 

                        Muitas vezes, alguma situação passada nos vem à memória constantemente por não ter sido resolvida ainda, ter sido deixada em aberto. Analisemos, então, o que falta para encerrar a questão: perdoar a alguém? Perdoar a nós mesmos? Reparar um erro?

 

                        Façamos, então, o que for necessário para resolver a situação e evitar que o passado nos impeça de seguir em frente, pedindo forças a Deus, através da oração, para que tomemos decisões corretas nesse processo.

 

                        Observemos o alerta do Apóstolo Paulo, que nos ensina que devemos seguir em frente, prosseguir para o alvo, libertando-nos do passado e avançando para o futuro em que, por meio de nossos esforços no Bem, encontraremos “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

 

                        Tenham todos uma excelente e abençoada semana! Até breve!

 

                        Euzébia Noleto

Moratória

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                            Disse Chico Xavier em uma de suas participações no programa Pinga-Fogo, de 1973, que o Banco da Providência Divina não está em situação tal que não possa conceder-nos moratória, um adiamento no pagamento de nossas dívidas.

 

                            Não é exatamente isso que Deus nos permite através das sucessivas reencarnações? Não estamos pagando nossas imensas dívidas de forma parcelada, em suaves prestações?

 

                            E isso não é tudo, pois não estamos sendo beneficiados apenas pelo processo reencarnatório. Nosso período na Terra não é composto somente por dor e sofrimento. Há muitos momentos de alegria e paz, momentos esses que devemos aproveitar com sabedoria e serenidade, municiando-nos de fé e esperança para as ocasiões menos felizes. 

 

                            Por isso, todas as vezes em que o sofrimento nos bater à porta e o fantasma do desespero comece a nos ameaçar, meditemos nisso. Deus é infinitamente Misericordioso e Bom, e não nos deixará a sofrer para sempre, apesar de jamais sofrermos imerecidamente.

 

                            Quando estivermos atravessando momentos difíceis, portanto, não nos esqueçamos de que dias melhores certamente virão e que, através das dificuldades vencidas com fé e resignação, estamos construindo o nosso próprio bem, percorrendo a estrada para a verdadeira felicidade. 

 

                            Paz e luz!

 

                            Até breve,

 

                            A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano