Educação Sentimental

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                        Tenhamos cuidado com os sentimentos. Quando o sentimento prepondera sobre a razão, é hora de dedicarmo-nos ao raciocínio.  

                        Basear nossas ações em arroubos sentimentais é abrir portas a uma percepção por vezes ilusória e distorcida da realidade e a sofrimentos imprevisíveis.  

                        Renegarmos nossa capacidade de raciocinar – em qualquer que seja o campo da vida – pode fazer com que doemos o melhor de nós a relacionamentos que trarão uma ilusão de felicidade que inevitavelmente ruirá, cedo ou tarde.  

                        Permitir que a paixão nos governe é realizar construção sobre terreno arenoso, jogando-nos à instabilidade e à angústia.   

                        Em matéria de afeto, devemos constantemente buscar o autodomínio para que não nos envolvamos e não envolvamos os outros em ligações sem compromisso, sem seriedade, sem responsabilidade, sem propósito elevado. Os prejuízos gerados nessas circunstâncias poderão ser muito maiores do que imaginamos e custar-nos mais de uma existência para serem reparados.  

                        O desrespeito aos sentimentos alheios fatalmente ensejará resgate doloroso para que nos eduquemos na seara sentimental. 

                        Equilíbrio é a chave.  

                        Educação e razão não são incompatíveis com o sentimento. Pelo contrário, são as forças que guiarão nossos sentimentos por caminhos mais seguros, direcionando-os a fins mais nobres.  

                        A paixão desenfreada aproxima-nos do sofrimento e da loucura, o amor verdadeiro aproxima-nos do Criador.  

                        Muita paz e até breve,

                        Euzébia Noleto

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