Culto Cristão no Lar

Cristo em seu lar

“Onde estiverem duas ou mais pessoas reunidas em meu nome, aí estarei entre elas.”

 

Jesus

 

                        Segundo a Sociedade de Estudos Kardecistas da Flórida, o Culto no Lar é “uma reunião em família, num determinado dia e hora da semana, para uma troca de idéias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar. Não é nenhuma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos.

 

                        É uma prática cristã que a Doutrina Espírita recomenda como recurso poderoso contra a obsessão, de grande alcance na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos.

 

                        É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bênçãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.”

 

                        Esclarece o autor espírita Richard Simonetti que “o estudo do Evangelho no Lar abre as portas da nossa casa aos benefícios espirituais, da mesma forma que desentendimentos, brigas e xingamentos favorecem o assalto das sombras”.

 

                        O Culto Cristão no Lar aproxima os familiares e melhora o relacionamento entre eles. Quem está em busca de harmonia para o lar não deve menosprezar a importância das preces em família.

 

                        Dicas simples para a realização do Culto no Lar, como duração, roteiro sugerido, cuidados e bibliografia podem ser encontrados clicando-se aqui. E, visitando esta página (Senda Luz no Lar), você conhecerá a belíssima história de como Jesus realizou o primeiro Culto no Lar.

 

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Tolerar e compreender parentes difíceis

 

colorful-houses-on-the-bahamas-thumbnail                        André Luiz nos ensina, na obra Sinal Verde (psicografia de Chico Xavier, editora CEC – Comunhão Espírita Cristã), que tolerar e buscar compreender os parentes difíceis é uma obrigação da qual não devemos nos escusar, pois “as leis de Deus não nos enlaçam uns com os outros sem causa justa”.  Na mensagem que se segue, repleta de valiosas lições, muitos de nós poderão encontrar as respostas para angústias e dificuldades de convivência, reanimando-se para trabalhar pela harmonia no lar:   

 

                        “Aceite os parentes difíceis na base da generosidade e da compreensão, na certeza de as leis de Deus não nos enlaçam uns com os outros sem causa justa.

 

                        O parente problema é sempre um teste com que se nos examina a evolução espiritual.

 

                        Muitas vezes a criatura complicada que se nos agrega à família, traz consigo as marcas de sofrimentos ou deficiências que lhe foram impostas por nós mesmos em passadas reencarnações.

 

                        Não exija dos familiares diferentes de você um comportamento igual ao seu, porquanto cada um de nós se caracteriza pelas vantagens ou prejuízos que acumulamos na própria alma.

 

                        Não tente se descartar dos parentes difíceis com internações desnecessárias em casas de repouso, à custa de dinheiro, porque a desvinculação real virá nos processos da natureza, quando você houver alcançado a quitação dos próprios débitos ante a Vida Maior.

 

                        Nas provações e conflitos do lar terrestre, quase sempre, estamos pagando pelo sistema de prestações, certas dívidas contraídas por atacado.”

 

(André Luiz – psicografia de Chico Xavier)

 

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Silenciar nas horas certas

colorful-houses-on-the-bahamas-thumbnail                        Aprender a silenciar quando necessário é uma das medidas mais importantes para que se mantenha a paz no lar. Não significa tornar-se uma pessoa inexpressiva, sem opinião, mas sim procurar identificar quando o silêncio é necessário.

 

                        De que adianta discutir com alguém em um momento de explosão, de desequilíbrio? Que benefício pode isso trazer para a família? Não será muito mais inteligente aguardar que cesse o “acesso passageiro de demência”, nos termos do Evangelho Segundo o Espiritismo (capítulo IX, item 9), para que se possa estabelecer uma conversação racional?

 

                        O que é necessário para que se aprenda a silenciar em horas difíceis? O cultivo da humildade. Somente quando buscamos desenvolver a humildade é que compreenderemos que calar-se frente a agressões não é covardia, e sim uma das maiores expressões de coragem moral e de caridade.

           

                        Além disso, quando nos dispomos a priorizar a harmonia do lar, devemos pensar primeiramente no grupo. Portanto, devemos sempre pensar se o que iremos dizer terá algum benefício para a família, ou apenas acirrará os ânimos já exaltados. Aguardando-se a ocasião adequada, todo assunto, por mais delicado que seja, poderá sempre ser discutido com calma e educadamente.

                       

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Organização e cooperação

colorful-houses-on-the-bahamas-thumbnail“No espiritismo, a pessoa tem que começar estudando nos grandes livros e também lavando as privadas, trabalhando (…). Se não tivermos coragem de ajudar na limpeza de um banheiro, de uma privada, nós estaremos estudando os grandes livros da nossa doutrina em vão”.

 

Emmanuel (“As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior)

 

 

                        Cooperar nas tarefas domésticas é uma excelente forma de contribuir para a paz no lar. Uma casa em que todos colaboram com a limpeza e a organização é, sem dúvida, um local agradável de se viver, com menos atritos entre os integrantes do grupo familiar.

 

                        Quando não for possível contribuir diretamente na realização dos afazeres domésticos, não dificultar a tarefa de quem os realiza é uma forma de assistência: utilizar o bom senso, retornando os objetos ao devido lugar e desligando lâmpadas e eletrodomésticos após utilizá-los, por exemplo, é uma maneira eficaz de auxiliar, ainda que minimamente.

 

                        Mesmo quando podemos contratar profissionais para realizar as tarefas domésticas, sempre há uma forma de contribuição ao nosso alcance.

 

                        Importante, também, é que colaboremos sem esperar pelos outros. Façamos a nossa parte, independentemente de sermos auxiliados ou não; afinal, em quaisquer circunstâncias, é pelas nossas ações que somos responsáveis, não pelas atitudes alheias.

                       

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Paz no lar: 4 medidas para a harmonização do grupo familiar

 

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                        Durante esta última semana de julho, de segunda a sexta-feira, conversaremos sobre “Paz no lar: 4 medidas para auxiliar a harmonização do grupo familiar”.   

 

                        Grandiosos eventos são organizados para que sejam discutidos caminhos para se obter a paz no mundo; porém, enquanto não trabalharmos por ela em nossos lares, a paz mundial continuará sendo um sonho distante.

 

                        Não podemos controlar o comportamento alheio, mas podemos analisar e melhorar nossas atitudes para contribuirmos de forma efetiva com a harmonia da família.

 

                        A partir de amanhã, trataremos de forma breve sobre este assunto, não com intenção de ensinar fórmulas mágicas para se obter a paz, mas para estimular a reflexão a respeito deste tema tão relevante.

 

                        Paz e luz!

 

                        Euzébia Noleto

 

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Sugestões e comentários

Plantar pouco e colher muito?

 

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“Se insultarmos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegarnos-á à inaptidão”.

 

Emmanuel

 

 

                        Você já se perguntou alguma vez o porquê de seus planos não darem certo? Ou quando algo não vai bem, você apenas se conforma, pensando: “É assim mesmo, é a vontade de Deus…” ?

 

                        Pois bem: quando algo não dá certo, normalmente há uma falha nossa. Podemos culpar o que ou a quem quisermos, mas, se procurarmos de verdade, quase sempre encontraremos algo que poderíamos ter feito para evitar o malsucedido.

 

                        O que tem ocorrido nos dias atuais é a vontade de plantar pouco e colher muito, acordar mais tarde e ser atendido primeiro, dar um jeitinho na última hora, resolver tudo em um estalar de dedos. É algo tão corriqueiro que acabamos por não perceber que isso é uma falha de caráter. Significa querer subverter as leis da Natureza, o que sabemos não ser possível. E depois, quando as coisas dão errado, culpamos a qualquer um, menos a nós mesmos.

 

                        Com sorte, uma ou duas vezes podemos estudar pouco e passar em uma prova, acordar tarde e não ter de enfrentar uma fila, fazer algo de um modo não muito correto e não sofrer sanção alguma por isso, agir com imprudência e escaparmos ilesos. Mas isso não dura para sempre. Mais cedo ou mais tarde teremos de enfrentar as conseqüências de nossos atos.

 

                        Se agirmos corretamente, se aproveitarmos o nosso tempo com o que realmente importa, não haverá nada a temer e estaremos sempre livres da sombra do remorso. Mudar velhos hábitos pode ser difícil, mas é extremamente compensador. Bem como traçar metas e, através da disciplina, cumpri-las. Fazer da nossa vida uma existência exitosa e produtiva só depende de nós. 

 

                        Nunca é tarde para começar.

 

 

                        Até breve,

 

                        Euzébia Noleto

Anestesia

 

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                        Às vezes, quando instigados a pensar sobre o que queremos melhorar em nós mesmos, não sabemos o que responder. Considerando que, inegavelmente, nenhum de nós é perfeito, percebemos a grande necessidade de autoconhecimento.  

 

                        Quando não conhecemos a nós mesmos, em especial às nossas fraquezas, melhorar-nos torna-se uma tarefa impraticável: melhorar como, onde, quando?

 

                        Engano ainda mais grave do que não buscar o autoconhecimento é conhecer as próprias fraquezas e ignorá-las. Achar que é normal ter defeitos, que é humano e permanecer imóvel.

 

                        Sem dúvida, somos todos repletos de imperfeições. Esse fato deve ser o motor do nosso desejo de mudança, e não a desculpa para justificarmos nossos comportamentos.

 

                        Quando fechamos os olhos para o que temos de pior, vivemos como se estivéssemos anestesiados, nada sentindo em relação às conseqüências de nossos atos, ignorando os alertas que nos são dados de várias formas, e seguimos dormentes, rumo ao desperdício da existência presente.

 

                        Para conseguirmos evitar o desperdício de tal oportunidade de valor inestimável para nossa evolução, comecemos a buscar o autoconhecimento. Após identificarmos as áreas que merecem maior atenção, esforcemo-nos por melhorar nelas. Com prece e esforço, e esforço e prece, qualquer falha moral que porventura haja em nós pode ser corrigida.

 

                        O primeiro passo do autoconhecimento e da evolução pessoal é o despertar. Recusemos a anestesia e enfrentemos a realidade, para o nosso próprio bem.

 

“Não há vôo mais divino que o da alma. Sejamos descobridores de nós mesmos.”

Alberto Santos Dumont (espírito), Chico Xavier (médium)

 

                        Até breve, se Deus quiser,

 

                        Euzébia Noleto

Recomeço

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                  Passada a situação trágica ou traumática, chega o momento do recomeço. 

 

                         É necessário que você se disponha a começar de novo. Esteja disposto a deixar para trás o sentimento de vingança, as más lembranças e as mágoas, e substituí-las por perdão. O perdão dirigido aos que cremos que nos fizeram mal e aquele que dirigimos a nós mesmos.

 

                        Perdoar a nós mesmos significa aplicar a nós compreensão semelhante à que reservamos aos outros, sem, contudo, ignorar que todos os acontecimentos trazem ensinamentos que devem ser absorvidos para que novas situações desagradáveis sejam evitadas.

 

                        Perdoar aos outros permite que nos livremos de uma carga desnecessária de animosidade e mágoa; apenas através do perdão poderemos seguir em frente, sem amarras.

 

                         Considerando-se que relembrar determinados fatos traz à tona sensações ruins a eles ligadas, depois de perdoar, é necessário esquecer. Devemos nos esforçar por realizar um exercício de substituição de imagens mentais desagradáveis por outras mais felizes.

 

                         Em seguida, é necessário dar o primeiro passo em uma nova trajetória, lembrando-nos sempre da enorme bênção trazida pelo tempo, que renova nossa existência a cada nascer do dia, proporcionando-nos uma oportunidade de começar tudo de novo, iniciar uma vida diferente. Basta que nos apresentemos dispostos a isso.

 

                         Por fim, seja qual for a situação menos feliz que tenha se abatido sobre você, sinta-se grato à vida, pois muitos não tiveram sequer a oportunidade de recomeçar ainda nesta existência.

 

                        Até breve!

 

                        Euzébia Noleto

 

 

Imagem:  br.geocities.com/fenixii465/fenix02.jpg

Nós, os “outdoors”

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                        A Doutrina Espírita Cristã consola e esclarece, respondendo a perguntas que, não fosse pelo Espiritismo, não teriam resposta lógica e coerente. Em virtude disso, há um número cada vez maior de pessoas declarando-se espíritas.

 

                        Como nos ensina o Evangelho Segundo o Espiritismo, ser verdadeiramente espírita é sinônimo de ser cristão. Portanto, todos nós que nos consideramos espíritas temos total consciência da forma como devemos agir perante a vida.

 

                        Quando agimos conforme os ensinamentos de Cristo, não construímos apenas a alegria da consciência tranqüila.  Prestamos também um grande serviço: divulgar a Doutrina.

 

                        Divulgar a Doutrina através do exemplo de conduta é uma tarefa importantíssima, confiada a todos os espíritas, e ainda é muito pouco a se fazer em troca da luz que o Espiritismo traz à vida de todos os que o adotam como guia.

 

                        Assim, estudar incessantemente e refletir a cada atitude são deveres dos quais não devemos nos escusar. Há irmãos que ainda não conhecem o Espiritismo ou que possuem idéias pré-concebidas a respeito dele, e que muito são esclarecidos pelo exemplo dos espíritas que agem como verdadeiros cristãos, conseguindo, com atitudes simples, derrubar preconceitos e iluminar caminhos.  

 

                        Tal como “outdoors”, somos todos propagadores da Doutrina que professamos, através de nosso comportamento, que é observado por todos da sociedade, espíritas e não-espíritas. Meditemos acerca da responsabilidade aí envolvida, e busquemos cumprir esse dever com alegria, do melhor modo possível.

 

                        Até breve! Paz e luz!

 

                        Euzébia Noleto

 

 

Imagem: http://www.americansforthearts.org

A aprovação mais importante

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                        Em um mundo de provas e expiações, duramente marcado pela inversão de valores, tentar proceder corretamente pode ser um processo doloroso. O jovem que não freqüenta determinados lugares que considera inadequados para sua formação moral é “punido” com a exclusão da turma à qual ele tanto gostaria de pertencer. O trabalhador honesto vê colegas bajuladores serem promovidos em detrimento dele. A lista de situações como essas é infinita.   

 

                        Por isso, muitas pessoas enfrentam um dilema: fazem determinadas coisas e freqüentam determinados lugares, não porque gostem ou achem que é certo, mas para obter a aprovação das demais e não se sentirem sozinhas ou desprezadas.

 

                        Se esse é o seu caso, pensemos juntos: da aprovação de quem você realmente precisa? O que lhe trará o sono tranqüilo, a aceitação na sua turma do colégio ou sua consciência leve? O que será melhor para o seu futuro, um comportamento voltado para o Bem ou o modo como teria de se comportar para ser considerado “normal” ou “popular”?

 

                        Quando vier a tentação de fazer algo – honesto ou desonesto – somente para se sentir incluído, lembre-se de que a aprovação que devemos buscar é a de Deus. É nosso dever cristão respeitar as escolhas dos outros, considerando que cada um tem um caminho próprio a seguir, mas para isso não precisamos imitá-los.

 

                        Problemas na escola ou no emprego e outras situações semelhantes são passageiros; nossas conquistas espirituais, não. Elas são permanentes e nos acompanharão na chegada à Verdadeira Vida. Qualquer que seja a dificuldade, não desanime, e siga agindo no Bem: Deus lhe apóia e protege. Nada tema.  

 

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. – Quão pequena é a porta da vida! Quão apertado o caminho que a ela conduz! E quão poucos a encontram! (S. MATEUS, cap. VII, vv. 13 e 14.)”.

 

 

                        Até breve! Uma semana abençoada para todos!

 

                   A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano