Anestesia

 

olhosfechados

                        Às vezes, quando instigados a pensar sobre o que queremos melhorar em nós mesmos, não sabemos o que responder. Considerando que, inegavelmente, nenhum de nós é perfeito, percebemos a grande necessidade de autoconhecimento.  

 

                        Quando não conhecemos a nós mesmos, em especial às nossas fraquezas, melhorar-nos torna-se uma tarefa impraticável: melhorar como, onde, quando?

 

                        Engano ainda mais grave do que não buscar o autoconhecimento é conhecer as próprias fraquezas e ignorá-las. Achar que é normal ter defeitos, que é humano e permanecer imóvel.

 

                        Sem dúvida, somos todos repletos de imperfeições. Esse fato deve ser o motor do nosso desejo de mudança, e não a desculpa para justificarmos nossos comportamentos.

 

                        Quando fechamos os olhos para o que temos de pior, vivemos como se estivéssemos anestesiados, nada sentindo em relação às conseqüências de nossos atos, ignorando os alertas que nos são dados de várias formas, e seguimos dormentes, rumo ao desperdício da existência presente.

 

                        Para conseguirmos evitar o desperdício de tal oportunidade de valor inestimável para nossa evolução, comecemos a buscar o autoconhecimento. Após identificarmos as áreas que merecem maior atenção, esforcemo-nos por melhorar nelas. Com prece e esforço, e esforço e prece, qualquer falha moral que porventura haja em nós pode ser corrigida.

 

                        O primeiro passo do autoconhecimento e da evolução pessoal é o despertar. Recusemos a anestesia e enfrentemos a realidade, para o nosso próprio bem.

 

“Não há vôo mais divino que o da alma. Sejamos descobridores de nós mesmos.”

Alberto Santos Dumont (espírito), Chico Xavier (médium)

 

                        Até breve, se Deus quiser,

 

                        Euzébia Noleto

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