Em tempos de paz

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Tudo nesta vida é passageiro: a felicidade, a tristeza, o fracasso, o sucesso…

Tendo isso em mente, é importante que mantenhamos uma postura realista em tempos de paz e felicidade.

Esses momentos, que são grandes presentes divinos, são ocasiões ideais para fortalecermos a nossa fé, solidificarmos nossos conhecimentos através do estudo e municiarmo-nos de esperança para o futuro. Dessa forma, nos fortalecemos e nos capacitamos para enfrentar os desafios que nos serão apresentados.

É importante que meditemos a esse respeito porque é comum que deixemos nossas disciplinas espirituais de lado quando estamos felizes. Alguns até se esquecem de Deus completamente. E, quando chegam os momentos de dor, temos de enfrentá-los com uma fé que poderia ser muito mais forte, se não tivéssemos deixado de cultivá-la.

A oração e o estudo doutrinário são essenciais em qualquer época, seja de paz ou não. Se nos convencermos dessa realidade, construiremos uma base sólida para nossa fé, forte o suficiente para vencermos quaisquer obstáculos sem cair no desespero ou na angústia.

“Tudo passa… a alegria, a dor, a felicidade, a tristeza…

O Universo é dinâmica eterna…

Os mundos se renovam, os seres evoluem…

A Natureza morre e renasce milhares de vezes…

Um Sol vem de outro Sol…

Uma célula tem sua origem em outra…

Só Deus permanece…

Só Deus é…”

Pastorino (psicografia de Chico Xavier)

Tenham uma semana abençoada!

Até breve!

Euzébia Noleto

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O último recurso?

spaço

osolbrilhaparatodosE Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.

Mateus 17:20

“A situação está tão difícil que não há mais nada que eu possa fazer; só me resta orar”. Quem nunca ouviu – ou proferiu – uma frase como essa?

Idéia lastimável é considerar a fé como sendo o último recurso, algo a que se recorre somente quando se está desesperado.

Como é pequena a nossa fé! E como ignoramos o poder que ela tem! A fé, exercitada principalmente através da oração, é recurso para todas as horas, todos os momentos. A fé não é o primeiro nem o último recurso: ela é o mais poderoso, o maior de todos os recursos de que dispomos!

Todos os dias, corações são tocados e transformados, a saúde é devolvida, lares são restaurados, o tão esperado auxílio financeiro finalmente chega e problemas de toda sorte, aparentemente insolúveis, são resolvidos: tudo isso através da fé, que é capaz de produzir os mais variados milagres.

Por ser algo intangível, freqüentemente subestimamos a incrível força da fé. Não cometamos mais esse erro: neste mundo de provações, a fé nos ilumina o caminho, não importando quão sombrio seja. É, ao mesmo tempo, guia, arma e alimento.

Por meio da fé, “nada vos será impossível”.

Até breve,

A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano

Dez notas sobre vitória

winners                        A palavra-chave para recepcionarmos as vitórias que ocorrem em nossas vidas é HUMILDADE. Assim sendo:

 

1. Saibamos agradecer pela vitória – por mais que tenhamos nos esforçado, toda vitória só ocorre devido ao concurso da infinita misericórdia Divina.

 

2. Comemoremos discretamente – devemos respeitar os sentimentos das outras pessoas que não alcançaram o que alcançamos. Lembremo-nos sempre de agir para com os outros do modo como gostaríamos que agissem para conosco.

 

3. Não nos julguemos superiores aos que não obtiveram o mesmo êxito – ao nos julgarmos superiores, incorremos em extrema ignorância do auxílio Divino que sempre recebemos e nem sempre notamos.

 

4. Não pensemos que, porque obtivemos determinada vitória, podemos julgar o porquê de os outros não terem se saído tão bem – não temos o direito de buscar razões para a falta de êxito alheia. Ao nos preocuparmos com a vida dos outros, deixamos de viver a nossa. Cada um sabe de si e Deus cuida de todos.

 

5. Não nos acomodemos – uma vitória nos mostra que podemos ir além, esforçando-nos ainda mais, superando os limites que costumamos impor a nós mesmos.

 

6. Sempre nos relacionemos com os outros lembrando-nos de tratá-los como gostaríamos de ser tratados – portanto, nada de exibicionismo.

 

7. Não nos esqueçamos que o sucesso não vem só do esforço – nosso modo de agir em todos os aspectos da vida determina se estamos cercados por fluidos positivos ou negativos, que poderão contribuir para nossas atividades ou prejudicá-las.

 

8. Lembremo-nos de que tudo é passageiro – hoje ganhamos, amanhã perdemos: a vida é um ciclo de aprendizagem. Dessa forma, devemos agir com humildade e dignidade em todas as ocasiões, sejam elas de vitória ou não.

 

9. A verdadeira vitória é ter a consciência tranqüila – portanto, perante qualquer desafio, devemos dar o melhor de nós. Assim, diante de um resultado diferente do esperado, não teremos o remorso de saber que poderíamos ter feito muito melhor.

 

10. Humildade sempre e trabalho constante em prol do Bem – são as chaves para obtermos vitórias que vão muito além de nossa imaginação.

 

                        Muita paz e até breve,

 

                        Euzébia Noleto

 

Imagem: sunshinetrophies.com

Obediência racional

chalkboard                        Há muitas pessoas que dizem querer servir a Deus, mas não aceitam obedecer aos pais, aos professores, ao empregador, às autoridades.

 

                        O real desejo de servir jamais se dissocia da obediência. Por isso, se desejamos servir a Deus, é imprescindível aprender a obedecer. Se não sabemos cumprir ordens, se nos rebelamos contra nossos superiores hierárquicos, como poderemos obedecer às leis do Criador?

 

                        Quando discordamos de algum posicionamento daqueles a quem estamos subordinados, não precisamos nos calar; sempre será possível abordar o assunto com respeito e, não raro, resolvê-lo. Apesar disso, muitos crêem que a rebeldia é o melhor caminho, partindo para a discussão e algumas vezes até para a agressão física. Como pode o confronto melhorar alguma situação?  

 

                        A cada momento da vida, a cada um de nós é dada uma tarefa a cumprir. Se no momento presente a tarefa que nos concerne é a de obedecer, vamos cumpri-la racionalmente e com alegria.    

 

 

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.

 

Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo;

 

Não servindo para agradar os homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;

 

Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.”

 

 

Efésios, 6: 1, 5, 6 e 8

 

 

                        Tenham todos uma excelente e abençoada semana!

 

                        Euzébia Noleto

 

 

 

Preguiça espiritual

tempestade

Não há dúvidas de que os dias parecem curtos para tantas atividades que precisam ser realizadas; porém, nada justifica negligenciar o tempo que deve ser dedicado ao intercâmbio espiritual, principalmente à oração e ao estudo.

A maioria de nós encontra tempo para assistir a determinados programas de televisão, para acessar a diversos sites, para conversar longamente ao telefone. É perfeitamente possível que separemos alguns minutos por dia para nos dedicarmos exclusivamente ao estudo e à oração.

Quando iniciamos ou terminamos o nosso dia sem orar, ou quando negligenciamos nossa disciplina espiritual de alguma forma, sinalizamos que há outras coisas às quais damos mais importância do que ao contato com Deus. Quando a negligência se repete demasiadamente, somos capazes de sentir a distância que impusemos entre nós mesmos e o Criador.

E, quando menos esperamos, nos encontramos tristes e amargurados, angustiados e fracos, incapazes de fazer frente aos desafios da vida, e não compreendemos a razão de nos sentirmos assim. Nada custa acordar um pouco mais cedo ou fazer quaisquer ajustes necessários em nossa rotina para encaixar a oração. Aquele que faz da oração uma constante em sua vida não estará livre dos problemas do caminho, mas com certeza sentir-se-á fortalecido por intermédio da prece sincera.

Priorizar o que realmente importa é uma questão de escolha, uma escolha que depende apenas de nós e que faz toda a diferença entre uma vida de aflição e uma vida de paz.

Muita paz e até breve!

Pequenos incidentes, grandes bênçãos

florrosa Em um quotidiano recheado de inúmeros compromissos e responsabilidades, qualquer imprevisto, por mínimo que seja, é capaz de provocar irritação e mau-humor. E quando vivemos um daqueles dias em que tudo parece ir contra os planos que traçamos, a sensação é ainda pior.

Talvez nos sintamos mal com os pequenos obstáculos do dia-a-dia porque olhamos para eles por um prisma incorreto. E se víssemos os contratempos como bênçãos?

Raramente paramos para pensar a respeito das muitas formas sob as quais se manifesta a bondade de Deus. Um pneu furado, uma visita inesperada que nos atrasa, problemas para embarcar em um vôo, etc. podem ser bênçãos disfarçadas de contratempos.

Nada acontece em nossas vidas sem a permissão do Criador. O que nos causa irritação e impaciência pode ser, na verdade, mais um dos insondáveis modos pelos quais Deus age pelo nosso bem. Você já havia pensado nisso?

Muita paz e até breve.

Doando o que não se tem

bemtevi                        Quando estamos angustiados, ansiosos, enfrentando variadas formas de desafios na vida, a tranqüilidade e a paz parecem objetivos extremamente difíceis de alcançar. Se permanecermos focados em nós mesmos, então elas se tornarão alvos móveis: quanto mais as buscarmos, mais elas se afastarão de nós.

 

                        Isso ocorre porque vivemos egoisticamente, sendo nossos problemas sempre o centro de nossas vidas. Porém, se paramos para olhar atentamente ao nosso redor, nas ruas, no nosso local de trabalho e até mesmo em nosso lar, veremos pessoas enfrentando desafios igualmente difíceis e, frequentemente, bem maiores que os nossos.

 

                        Nos momentos difíceis de nossas vidas, o auxílio ao próximo pode ser a última atividade que nos sintamos em condições de realizar. É exatamente aí que reside o nosso erro: esses momentos são especialmente propícios à ação fraterna.

 

                        Podemos não ter paz, não ter tranqüilidade, não ter alguém que nos apóie e incentive; entretanto, temos condições de tranqüilizar, apoiar e incentivar outras pessoas, ainda que pensemos o contrário.

 

                        Quando proporcionamos aos outros a paz de que não desfrutamos e o encorajamento que não temos, algo em nós se transforma, nos tornando mais fortes para enfrentar os desafios do presente e do futuro. Podemos não compreender como isso ocorre, mas identificamos claramente a infinita Misericórdia Divina em ação.

 

                        Tenham uma semana abençoada, com muita paz e alegria!

 

                        Fraternalmente,

 

                        A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano

O erro constante

 

                        Somos seres em evolução e, portanto, falíveis. Quando erramos, devemos tentar reparar o que for possível, perdoar a nós mesmos, internalizar a lição e seguir adiante.

 

                        Frequentemente ocorre de sermos muito hábeis para reparar o erro, perdoar a nós mesmos e seguir em frente, mas não tão eficientes para assimilar o aprendizado.

 

                        Quando não paramos para pensar sobre o que nos levou a agir de determinada maneira e o que podemos fazer para não falhar novamente, ficamos suscetíveis a novos erros na mesma área, cada vez maiores e mais graves, já que tivemos a oportunidade de aprender e a deixamos escapar.

 

                        Por isso, amigos, aproveitemos todos a ocasião do erro para crescer e evoluir, e não mais retornar ao patamar anterior, pois há muitas atitudes que podemos tomar diante da vida, e optar por persistir no erro é a pior de todas elas.

 

 

“Quem conhece Jesus não se pode permitir o desculpismo constante, irresponsável, que domina um sem número de pessoas.

Não te justifique os erros.
Se possível, evita errar.
Desculpa os caídos e ajuda-os, mas luta por manter-te de pé.”

 

Joanna de Ângelis

 

                        Até breve,

 

                        Euzébia Noleto

Quatro passos para a paz

                        Na semana passada concluímos nossa conversa sobre Paz no Lar, abrangendo os seguintes tópicos:

 

colorful-houses-on-the-bahamas-thumbnailA necessidade e a importância de se trabalhar pela harmonia do lar

 

Organização e cooperação

 

Silenciar nas horas certas

 

Tolerar e compreender parentes difíceis

 

Culto Cristão no Lar

 

                        Um lar em harmonia é, sem dúvida, fruto do esforço de todos que o compõem. Porém, o fato de esse esforço inexistir por parte dos outros não nos isenta de realizá-lo. Busquemos, portanto, fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para a pacificação de nossos lares. Afinal, é pelos nossos atos, e somente por eles, que responderemos perante o Alto.

 

                        É com muita alegria que encerramos mais esta série, mas a conversação está sempre aberta aqui no blog. Por isso, suas sugestões e comentários são sempre bem-vindos e podem ser enviados clicando-se aqui.

                       

                        Muito obrigada pela companhia de vocês!

 

                        Paz e luz! Até breve,

 

                        Euzébia Noleto

Imagens: www.thundafunda.com

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Série completa “Paz no Lar”

 

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