Bênçãos estendidas

frutos                        Mesmo em meio a grandes provações, nosso sofrimento torna-se muito menor quando percebemos as incontáveis bênçãos que se encontram ao nosso redor, como, por exemplo, o consolo dos ensinamentos de Cristo.

 

                        Devemos buscar modos de propagar essas bênçãos para os outros, para que o sofrimento deles possa ser também diminuído. Isso pode ser feito através da fala, da escrita, do exemplo de calma e tranquilidade e de diversas outras formas. Diz o Evangelho Segundo o Espiritismo:

 

“Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?

 

Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas conseqüências funestas para o futuro. – S. Luís. (Paris, 1860.)”

 

                        Quando encontramos algo que alivia a nossa dor, é essencial que compartilhemos isso com os outros. É por isso que os espíritas devem trabalhar pela divulgação da Doutrina Espírita Cristã, e auxiliar a propagar mensagens de paciência e fé através de todos os meios que estiverem ao nosso alcance, principalmente através do exemplo de calma e confiança em um futuro melhor.

 

                        O sofrimento que existe neste mundo é imensurável e indescritível, e somente aqueles que já receberam uma palavra de consolo em tempos difíceis têm condições de saber o quanto essa ajuda é valiosa.        

 

                        Façamos com que o nosso sofrimento dê frutos ao estendermos as bênçãos que temos recebido aos outros que também sofrem.

 

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Exercício e fortalecimento da fé

frutos“O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa.

 

Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: “Fui o mais forte.”

 

Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. – Lacordaire (O Evangelho Segundo o Espiritismo)”

 

                        Um dos melhores frutos do sofrimento é a oportunidade de fortalecer e exercitar a nossa fé. Uma coisa é dizer aos outros sobre a força da fé para sustentar-nos por períodos bons e ruins. Outra coisa é colocar a fé em prática em nossas próprias vidas, em especial nos momentos de dor.

 

                        A provação é o maior teste para a nossa fé. É quando descobrimos se realmente confiamos que Deus proverá; se nossa fé tem substância ou se é apenas composta por palavras.

 

                        O sofrimento é inevitável; porém, desespero e revolta são o resultado de uma fé fraca. Como podemos fortalecê-la? Por meio de oração, de estudo e trabalho.

 

                        Se você deseja compreender melhor o porquê de sofrermos e como devemos enfrentar o sofrimento, separe alguns minutos por dia para ler o Evangelho Segundo o Espiritismo, que pode ser baixado gratuitamente clicando-se aqui.   

 

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Frutos do Sofrimento

fruto2“Quando a dor te visita, reflete-lhe a mensagem. Não há sofrimento sem significação. Não fosse a prova e ninguém conseguiria entesourar compreensão e discernimento.”

Joanna de Ângelis

 

                        Todos na Terra sofrem. Em alguns momentos, mais, em outros, menos, mas todos nós sofremos. Para não desperdiçar o sofrimento, que é fonte de aprendizado e resgate, devemos refletir sobre este tema e tentar responder à seguinte questão: qual é o bem que advém do sofrimento?

 

                        Durante esta semana conversaremos sobre os frutos do sofrimento. Se compreendermos os benefícios advindos da dor, conseguiremos encará-la sem revolta ou desespero.

 

                        Devemos nos lembrar constantemente da Misericórdia de Deus: se Ele nos permite sofrer, podemos ter certeza de que é para o nosso progresso. Confiemos nEle e vivamos melhor, mesmo em meio a grandes provações.

 

                        Então, até amanhã, quando iniciaremos a nossa sucinta conversa sobre alguns dos Frutos do Sofrimento.

 

                        Paz e luz!

 

                        A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano

 

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Nascer de novo

“Largue qualquer sombra do passado ao chão do tempo, qual a árvore que lança de si as folhas mortas.”

 

André Luiz

 

Para utilizar a imagem abaixo como papel de parede, clique sobre ela para ampliá-la e salve-a em seu computador:

 

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Reerguer-se

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No decorrer da caminhada evolutiva, é natural que ocorram quedas, períodos cheios de erros, culpa, preguiça, rancor, desânimo, desesperança.

Assim que identificamos essas fases menos proveitosas de nossas vidas, devemos com urgência buscar o nosso reerguimento. É tentador permanecer no esmorecimento, na tristeza, já que reerguer-nos exige trabalho.

Fujamos dessa tentação e movimentemo-nos em direção a uma vida nova de alegria e esperança, com o auxílio das seguintes ferramentas:

– fé;

– oração;

– trabalho;

– estudo;

– autoperdão;

– perdão para os outros;

– mudança de hábitos;

– mudança de pensamentos.

Cada manhã nos traz uma oportunidade valiosa de começar de novo e fazer tudo diferente. Dediquemo-nos a essa tarefa com fé e otimismo, e deixaremos de nos considerar vítimas do mundo e nos tornaremos agentes transformadores dele.

“Lamentavelmente porém, expressiva maioria de indivíduos somente acalenta idéias negativas, lucubra pessimismo, agasalha mal-estares. Como resultado, enfraquecem-se-lhes as resistências morais, debilitam-se-lhes os valores espirituais e alimentam-se da própria insânia.

Há determinadas provações que são inevitáveis, por procederem de desmandos de outras existências. Podem, entretanto, através de construções mentais e humanas edificantes, serem alteradas, atenuadas e até liberadas, pois que atos saudáveis granjeiam mérito para superar aqueles que são danosos.

Não te atenhas aos atavismos infelizes, revivendo-os, comentando-os, reestruturando-os nos campos mental e verbal. Eles não te abandonarão, enquanto não os deixes.

Queixas-te de insucessos, dissabores, enfermidades, desamor; e, no entanto, aferras-te a eles de tal forma que perdes o senso de avaliação da realidade, rotulando-te como infeliz e estacionando aí, sem qualquer esforço de renovação.

Afirma a sabedoria popular com propriedade: Pedra que rola não cria limo, sugerindo alteração de rota, movimento, realização.

Esforça-te para desconsiderar as ocorrências desagradáveis, perturbadoras.”

(Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Franco)

Muita paz e até breve,

A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano

Encerrando bem a semana

 

                        Um ótimo final de semana para todos!

 

                        Até a semana que vem, se Deus quiser,

 

                        Euzébia Noleto 

 

 

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Vídeo – Chico Xavier responde sobre alimentação carnívora no programa Pinga-Fogo:

 watch?v=FPggWpys3CI

 

 

 

Sentimento de vingança

arvore-passaros-tempestade-sentimento-de-vinganca“Vingar-se é, bem o sabeis, tão contrário àquela prescrição do Cristo: ‘Perdoai aos vossos inimigos’, que aquele que se nega a perdoar não somente não é espírita, como também não é cristão. A vingança é uma inspiração tanto mais funesta quanto tem por companheiras assíduas a falsidade e a baixeza.”
(Allan Kardec: O Evangelho Segundo o Espiritis­mo, Capítulo XII)

Somos humanos, falíveis e imperfeitos. Dessa forma, não conseguimos impedir que o sentimento de vingança desperte em nós.

Porém, cabe a nós a importante escolha entre deixar que esse sentimento feneça ou permitir que ele nos guie.

A vingança é a expressão maior do orgulho, da soberba, da vaidade. Ceder a esse desejo significa rendermo-nos aos apelos do homem primitivo que ainda existe em nós.

Frente aos anseios bestiais de vingança, o perdão é sempre a melhor resposta. Ele permite que nos despojemos de pesos desnecessários e indesejáveis, como mágoas e rancor. Tenhamos a consciência de que, quando perdoamos, não o fazemos pelos outros, e sim por nós.

Fraternalmente,

A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano