Ainda há tempo

relogio-efeito-1 No início do ano, conversamos sobre metas e emprego do tempo. Naquela ocasião, muitos de nós certamente estavam planejando o que seria realizado ao longo de 2009.

Passados vários meses, podemos observar com clareza em que falhamos e em que obtivemos sucesso. A reflexão sobre o que fizemos até agora mostra-se necessária para analisarmos quais devem ser nossas decisões para o futuro.

Apesar de o final do ano já estar se aproximando, há determinada categoria de planos que ainda podem ser realizados. Adotar hábitos saudáveis, abandonar vícios, exercitar o corpo e a mente são exemplos de melhoras que não necessitam aguardar o período de matrículas para serem postas em prática.

Isto posto, nunca nos esqueçamos: sempre é tempo de iniciar (e continuar) a renovação íntima.

“Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não aprende a empregar o tempo com o devido proveito.

Se você aproveitar o tempo a fim de melhorar-se, o tempo aproveitará você para realizar maravilhas.”

André Luiz

Até breve, se Deus quiser,

Euzébia Noleto

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Serenidade

“Serena é a vida, quando feliz. Serenas correm as nuvens, na transparência do azul do céu. Serenas são as flores, e serena é a brisa que as embala e carrega os seus aromas. Sereno é o ar, nas manhãs de primavera, e serenas as estrelas, nas noites de inverno. Serenos giram os mundos no infinito. A serenidade humana, que é fruto do esforço pessoal de cada um, possibilitará ao indivíduo chegar ao ápice da luz.”

 

J. Herculano Pires.

 

Por favor, clique sobre a imagem para ampliá-la e salve-a em seu computador, caso deseje utilizá-la como papel de parede (800×600):

 

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Autocontrole

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Racional: adj. 1. Capaz de pensar e raciocinar. 2. Baseado na razão; razoável. 3. Caracterizado pelo raciocínio.

(definições do Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa, Atual Editora) 

 

                        Se somos considerados seres racionais, significa que pensamos – ou deveríamos pensar – antes de cada atitude; que nossos atos são guiados pela razão, que fala – ou deveria falar – mais alto que as emoções.

 

                        Lembro-me de ter assistido recentemente a uma reportagem sobre violência no trânsito, em que o comentarista dizia que bastava estar atrás de um volante para que um pacato pai de família se transformasse em uma fera, pronta a acabar com quem cruzasse o seu caminho. Infelizmente, ele dizia a verdade.

 

                        A total inversão de valores da sociedade atual propaga que coragem é “não levar desaforo para casa” e que “estar com o sangue quente” é uma justificativa plausível para uma agressão.

 

                        De que adianta nos rotularmos de “racionais” se não temos o mínimo controle sobre as nossas emoções, se não pensamos duas vezes antes de agredir alguém, com palavras ou gestos? Como fazer o bem de que tanto falamos, se não conseguimos realizar o simples exercício de controlar nossos impulsos agressivos?  

 

                        Se não exercitarmos o autocontrole, chegará o momento em que pouco nos diferirá das feras indomáveis, e viveremos ao sabor dos nossos instintos, emoções e vontades, desperdiçando sucessivas e valiosas oportunidades de progresso.

 

                        Muita paz e até breve,

 

                        Euzébia Noleto

 

Imagem: www.nationalgeographic.com

Considerações finais: a vitória do otimismo

frutos“Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura. Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo)

 

 

                        Durante a semana passada, conversamos sobre os Frutos do Sofrimento, ou seja, sobre o bem que advém das provações, e abordamos:

 

a importância desse assunto;

o exercício e fortalecimento da fé;

bênçãos estendidas;

aprendizado e resgate e

mudança de atitude.

 

                        Fica desta breve conversação o desejo de que ela tenha sido útil e tenha estimulado a reflexão dos leitores, principalmente a respeito do otimismo: quando compreendemos o motivo de sofrermos, o fardo parece mais leve, e a confiança em um Deus justo se fortalece, fazendo com que consigamos seguir em frente.

 

                        Amigos, trabalhemos e sigamos em frente, em qualquer situação, com fé e otimismo pois, não importando qual seja o tamanho do sofrimento que vivemos, podemos ter uma certeza: por obra da Misericórdia Divina, ele passará.  

 

                        Paz e luz! Até breve,

 

                        A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano

 

“Afirma a sabedoria popular com propriedade: Pedra que rola não cria limo, sugerindo alteração de rota, movimento, realização.

Esforça-te para desconsiderar as ocorrências desagradáveis, perturbadoras.

Planeja o teu presente, estabelece metas para o futuro e põe-te a trabalhar sem desfalecimento, sem autocomiseração, sem amargura.”

 

Joanna de Ângelis

 

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Série completa Frutos do Sofrimento

Mudança de atitude

fruto2                        Como dissemos ontem, o aprendizado é um dos frutos do sofrimento. Aprendemos com os nossos erros e com tudo o que se passa ao nosso redor.

 

                        Porém, para que esse aprendizado seja válido, deve ser posto em prática, através de mudanças de atitude. Quantos de nós se empenharam para modificar os hábitos alimentares, por exemplo, apenas depois de serem acometidos por algum problema orgânico?

 

                        O sofrimento, então, nos ensina em que áreas de nossas vidas devemos melhorar, modificarmo-nos. Trabalhar mais, lutar contra o próprio egoísmo, combater a preguiça, valorizar o tempo e a vida, zelar pela saúde, auxiliar os semelhantes, orar e estudar… Cada um encontrará, na análise da dificuldade em que se encontra, as diretrizes de ação a serem seguidas.

 

                        A mudança de atitude traz uma vida nova (e melhor) já no presente, e pode garantir a diminuição (ou até a supressão) de sofrimentos futuros.

 

“Há determinadas provações que são inevitáveis, por procederem de desmandos de outras existências. Podem, entretanto, através de construções mentais e humanas edificantes, serem alteradas, atenuadas e até liberadas, pois que atos saudáveis granjeiam mérito para superar aqueles que são danosos.”

 

Joanna de Ângelis

 

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Aprendizado e resgate

fruto2“Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa.(…)

 

Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. E uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo)

 

 

                        Sem dúvida a dor compele o ser humano a buscar explicações para o sofrimento. Não fossem as provações e muitos de nós jamais teriam se importado com esse assunto.

 

                        Sabemos, pela lógica do Universo, que Deus, sendo justo, não nos permitiria sofrer se não o merecêssemos. Se não conseguimos encontrar a causa do sofrimento nesta existência, podemos ter certeza de que está em uma das existências anteriores.

 

                        Com isso em mente, temos a valiosa oportunidade de abandonar a revolta e o desespero e agradecer pela chance de resgate de antigos débitos. Pago o débito, o devedor se torna livre.  

 

                        Busquemos aprender com nossos erros e mais a respeito da Justiça Divina e alegremo-nos: quando sofremos sem revolta, estamos caminhando rumo à liberdade.

 

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