Aprendizado e resgate

fruto2“Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa.(…)

 

Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. E uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo)

 

 

                        Sem dúvida a dor compele o ser humano a buscar explicações para o sofrimento. Não fossem as provações e muitos de nós jamais teriam se importado com esse assunto.

 

                        Sabemos, pela lógica do Universo, que Deus, sendo justo, não nos permitiria sofrer se não o merecêssemos. Se não conseguimos encontrar a causa do sofrimento nesta existência, podemos ter certeza de que está em uma das existências anteriores.

 

                        Com isso em mente, temos a valiosa oportunidade de abandonar a revolta e o desespero e agradecer pela chance de resgate de antigos débitos. Pago o débito, o devedor se torna livre.  

 

                        Busquemos aprender com nossos erros e mais a respeito da Justiça Divina e alegremo-nos: quando sofremos sem revolta, estamos caminhando rumo à liberdade.

 

***

 

Série completa Frutos do Sofrimento

 

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