A busca pelo essencial

“Por que acumular tanto? Existem pessoas que possuem 35 pares de sapatos. Onde vão arrumar setenta pés?”
Chico Xavier
(“As vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior)

Através dos estudos da Doutrina Espírita Cristã, podemos engrandecer nossa compreensão a respeito de diversos aspectos da vida, incluindo o nosso relacionamento com os bens materiais. O ensinamento doutrinário nos conclama a utilizá-los com sabedoria, tendo sempre em mente a transitoriedade da vida na Terra.

O Espiritismo Cristão não nos chama à pobreza absoluta, mas ao uso racional daquilo que possuímos: como empréstimos de Deus, esses bens devem nos servir – e não o contrário.

Diferentemente do que muitos creem, os bens terrestres não são “prêmios por bom comportamento”. Eles são, como tudo o mais em nossas vidas, frutos da misericórdia Divina, que nos concede as ferramentas necessárias ao nosso adiantamento no presente. Está em nossas mãos a escolha de como agir diante de nossa situação: se , em caso de escassez, não nos deixaremos abater e conseguiremos progredir pelo trabalho e, em caso de abundância, se teremos condições de fazer uso útil de nossas posses para a sociedade e para nós mesmos.

em-busca-da-simplicidadeO uso sábio dos bens não se traduz pela intensa economia, que acaba se tornando avareza e mediocridade, nem pelo esbanjamento e desperdício, cujas consequencias funestas são sempre sentidas. O convite do presente texto é para que reflitamos a respeito da simplicidade. A simplicidade é a busca pelo essencial. O conceito de essencialidade varia de pessoa para pessoa, de acordo com aquilo que foi chamada a realizar na Terra.

Onde está o erro em se possuir produtos bons, adquiridos com o fruto do trabalho honesto, em quantidade suficiente para suprir as necessidades de alguém, sem extravagâncias? O condenável será sempre o exagero e a falta de reflexão sobre a verdadeira utilidade do que acumulamos.

Portanto, o bom senso determina que simplicidade não implica em se andar maltrapilho, converter-se em caçador de barganhas, condenar o uso de produtos sofisticados ou adquirir sempre o produto mais barato, ainda que pior, tendo condições de consumir algo com mais qualidade. Ser simples é compreender o que é essencial para satisfazer as verdadeiras necessidades da vida, adequadas à realidade pessoal e profissional de cada um, e saber identificar quando a busca pela qualidade se converte em exibicionismo através do luxo ou em consumismo desenfreado.

À medida em progredimos, nosso conceito de essencial também evolui, diminuindo o nosso apego aos bens materiais. Tomaremos consciência, então, de que, quanto menos possuímos, menores são as nossas preocupações e conseguiremos viver a cada dia que passa com menos (e com menos desperdício), destinando mais energia à aquisição dos bens espirituais, imperecíveis.

Obrigada pela companhia! Paz e luz!

Euzébia Noleto

“Não gastes somente com a tua vida o que poderia servir para sustentar dez outras”.
Emmanuel

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