É apenas temporário – considerações finais

É apenas temporário...Nada, além das leis Divinas, está gravado em pedra; somente elas e o Criador são imutáveis e eternos. Conversamos durante alguns dias sobre as implicações do caráter temporário das coisas relacionadas à nossa vida na Terra – inclusive da própria vida.

Após introduzir a série, falamos sobre como são apenas provisórias:

as situações de vitória, alegria e paz;
de riqueza e pobreza;
a posição social e profissional;
como podemos empregar melhor o tempo e
como podemos nos preparar para enfrentar as constantes transformações deste mundo.

Despedindo-me de vocês por hoje, agradecendo a sua companhia e concluindo esta série, compartilho com vocês estas sábias palavras de Meimei:

“Tudo passa, e tudo se renova na Terra, mas o que vem do Céu permanecerá”.
Meimei – psicografia de Chico Xavier

Até breve, se Deus quiser,

Euzébia Noleto

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A preparação

É apenas temporário...“Viva o presente, agindo e servindo com fé, sem afligir-se pelo futuro, porque, para viver amanhã, você precisará viver hoje”.
           André Luiz

 

Sabendo que tudo é temporário, pouca coisa – ou nada – nos surpreenderá. Temos consciência, então, de que as pessoas com quem convivemos não estarão aqui para sempre; que os bens que possuímos poderão não ser sempre nossos; que não há garantias de que sempre ocuparemos a posição social que hoje ocupamos; que não existe saúde inabalável; que até as mais sólidas construções podem ser destruídas por fenômenos naturais ou provocados pelo homem.

Assim sendo, devemos estar preparados para o que a vida pode trazer. Não podemos perder de vista o caráter temporário das coisas da Terra. Porém, muito longe de sermos negativos ou pessimistas, de nos desesperarmos pensando em coisas ruins que ainda não aconteceram e poderão nunca acontecer, o momento é de fortalecermos a nossa fé e de cumprirmos nossos deveres. Essa é a preparação mais eficiente.

Não precisamos viver desesperados ou com medo; cumprindo hoje os nossos deveres e tendo fé em Deus, nossas preocupações com o futuro serão mínimas. A fé não exclui os problemas da vida, que surgem igualmente para aqueles que creem no Altíssimo, mas gera forças para trabalhar e seguir em frente e aniquila a inútil revolta.

Onde, quando e se possível, simplificar ao máximo nossas posses materiais nos permite diminuir consideravelmente nossas preocupações. Repito: onde, quando e se possível.

Façamos o que pudermos da melhor maneira possível, simplifiquemos o que for possível, tenhamos como prioridades nossa melhora e o cumprimento de nossos deveres para com os homens e para com Deus, e mantenhamos sempre acesas as chamas do otimismo e da fé: estaremos, assim, preparados para enfrentar as constantes transformações que chegam para tudo – e todos – na Terra.

Até segunda, se Deus quiser!

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Emprego do tempo e estabelecimento de prioridades

Verão na Polônia
Verão na Polônia

Leituras inúteis, sites de conteúdo nada edificante, longas conversas ao telefone para falar sobre assuntos irrelevantes, intermináveis horas em frente à TV: se soubéssemos que nosso momento de desencarnar chegaria amanhã, o que pensaríamos do tempo perdido com aquilo que para nada serve?

As prioridades que escolhemos determinam como e em quê empregaremos o nosso tempo. Da mesma forma, o modo como utilizamos o nosso tempo denuncia quais são as nossas prioridades. A certeza de que nosso tempo na Terra é muito curto deve ser a luz a nortear as nossas opções de prioridades.

Qual deve ser a nossa prioridade fundamental? Melhorar, dentro do contexto em que estamos inseridos: ser melhores pais, mães, filhos, maridos, esposas, empregados, patrões, líderes, liderados, estudantes, profissionais. Ser melhores com as outras pessoas, com o meio ambiente, com o planeta. Ser melhores com nossa saúde, com nossos corpos. Ser melhores com o nosso espírito. Estudar e crescer sempre, inclusive no sentido espiritual do termo. Viver em contato com o Alto, por meio da prece, dos bons pensamentos e das boas ações.

Diante disso, surge o questionamento: como fazemos isso? Devemos viver uma vida contemplativa, somente de oração e meditação? Devemos nos isolar, nos afastar de tudo o que é deste mundo, abandonar todo o conforto de que podemos usufruir e todas as atividades que devemos desempenhar? Esta questão já foi brilhantemente respondida há mais de um século, pelo Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.

(…)

Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo dalma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.

A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.”

Sendo tudo temporário neste mundo, sabendo que tudo acaba ou se transforma, mais cedo ou mais tarde, como podemos nos preparar para as surpresas do caminho? Falaremos sobre isso amanhã.

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Posição econômica, social e profissional

Primavera na Suíça
Primavera na Suíça

Durante esta semana estamos conversando sobre o caráter temporário de tudo relativo à vida na Terra. Hoje o nosso tema é a situação econômica, social e profissional.

Posição social e riqueza, por mais sólidas que pareçam, podem acabar a qualquer momento (bem como a pobreza). E, não acabando inesperadamente, o usufruto dessa condição acaba com o desencarne. É importante a reflexão a esse respeito para que se reconheça a importância de lutarmos pela conquista do que é imperecível: a nossa evolução, através do estudo, do esforço, do desenvolvimento de tolerância e paciência. Essas conquistas seguirão conosco eternamente: nem a morte poderá tirá-las.

A busca pela riqueza – ou o esforço e preocupação para sua manutenção – não pode ser o centro de nossas vidas. Não é inteligente utilizar o pouco tempo de que dispomos na Terra em busca de algo que não poderemos levar quando formos chamados a regressar à Verdadeira Vida. Aqueles que se esquecem de valores fundamentais, como a honestidade, para tentar obter benesses materiais, trocam a verdadeira riqueza da retidão de caráter, útil agora e no futuro, por algo que somente serve para ser utilizado agora, altamente perecível, que o tempo se encarregará de destruir.

Ao contrário do que muitos apregoam, não se deve condenar a riqueza honestamente conquistada, pois, em mãos hábeis, ela se faz instrumento de conforto e progresso para aqueles que a detém e para muitos outros. Ela só não pode se tornar o que há de mais importante para aqueles que a possuem, que nunca devem perder de vista a busca pelos valores que promovem a evolução espiritual.

Para aqueles cuja situação financeira seja sinônimo de escassez e sofrimento, valem nossas palavras de ontem, no estudo sobre o sofrimento: o sofrimento é provisório, não existe dor eterna. Além disso, é importante lembrar que regem o universo as leis do Trabalho e Progresso: sempre será possível melhorar, por meio do esforço pessoal, quando boas intenções e disposição para o estudo e trabalho estiverem conjugadas.

Para resumir e encerrar (por hoje): nem a pobreza nem a riqueza, nem o status obtido com determinadas profissões, são eternos. Lutemos pelo que é eterno, então.

Continuaremos amanhã, se Deus quiser.

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Provações e sofrimento

Inverno na Alemanha
Inverno na Alemanha

“Isso também passa.”
Conselho de Maria de Nazaré (mãe de Jesus), a Chico Xavier, a ser aplicado tanto aos momentos difíceis quanto aos felizes.
(Relato do jornalista Marcel Souto Maior, em sua obra “As Vidas de Chico Xavier”, da Editora Planeta)

Como já dissemos anteriormente (na série “Os frutos do sofrimento”), todos na Terra sofrem; em formas e intensidades diferentes, o sofrimento chega para todos, sem distinção. Isso é o reflexo da justiça Divina, que destinou este planeta às provas e expiações daqueles que aqui reencarnam para que, um dia, pagos os nossos débitos e conquistada uma parcela de evolução, possamos viver em um mundo melhor, onde há menos sofrimento (“mundo de regeneração”).

“A experiência humana não é uma estação de prazeres.”
Emmanuel

Da mesma forma que a alegria chega e passa, que as vitórias vêm e vão, também o sofrimento encontra um fim. A dor pode demorar apenas um dia ou muitos anos, mas ela terá um final. Deus, como Pai Misericordioso, não permite sofrimento eterno.

Sobre o bem que advém do sofrimento nós conversamos no ano passado (vocês podem conferir neste link). Como dissemos à época,

“Devemos nos lembrar constantemente da Misericórdia de Deus: se Ele nos permite sofrer, podemos ter certeza de que é para o nosso progresso. Confiemos nEle e vivamos melhor, mesmo em meio a grandes provações.

(…)

Fica desta breve conversação o desejo de que ela tenha sido útil e tenha estimulado a reflexão dos leitores, principalmente a respeito do otimismo: quando compreendemos o motivo de sofrermos, o fardo parece mais leve, e a confiança em um Deus justo se fortalece, fazendo com que consigamos seguir em frente.

Amigos, trabalhemos e sigamos em frente, em qualquer situação, com fé e otimismo pois, não importando qual seja o tamanho do sofrimento que vivemos, podemos ter uma certeza: por obra da Misericórdia Divina, ele passará. ”

Que a certeza do caráter temporário do sofrimento possa animar os corações endurecidos pela dor, enchendo-os de fé e esperança. Amanhã continuaremos a nossa série, discutindo a importância de reconhecermos a provisoriedade da nossa posição social, econômica e profissional.

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Vitórias, alegria e paz

Outono no Reino Unido
Outono no Reino Unido

Em maio de 2009, o caráter passageiro dos momentos de vitória, alegria e paz na Terra foi abordado aqui no Divulgação Espírita no texto que reproduzo abaixo:

Tudo nesta vida é passageiro: a felicidade, a tristeza, o fracasso, o sucesso…

Tendo isso em mente, é importante que mantenhamos uma postura realista em tempos de paz e felicidade.

Esses momentos, que são grandes presentes divinos, são ocasiões ideais para fortalecermos a nossa fé, solidificarmos nossos conhecimentos através do estudo e municiarmo-nos de esperança para o futuro. Dessa forma, nos fortalecemos e nos capacitamos para enfrentar os desafios que nos serão apresentados.

É importante que meditemos a esse respeito porque é comum que deixemos nossas disciplinas espirituais de lado quando estamos felizes. Alguns até se esquecem de Deus completamente. E, quando chegam os momentos de dor, temos de enfrentá-los com uma fé que poderia ser muito mais forte, se não tivéssemos deixado de cultivá-la.

A oração e o estudo doutrinário são essenciais em qualquer época, seja de paz ou não. Se nos convencermos dessa realidade, construiremos uma base sólida para nossa fé, forte o suficiente para vencermos quaisquer obstáculos sem cair no desespero ou na angústia.

“Tudo passa… a alegria, a dor, a felicidade, a tristeza…

O Universo é dinâmica eterna…

Os mundos se renovam, os seres evoluem…

A Natureza morre e renasce milhares de vezes…

Um Sol vem de outro Sol…

Uma célula tem sua origem em outra…

Só Deus permanece…

Só Deus é…”

Pastorino (psicografia de Chico Xavier)

Amanhã, consideraremos o fato de as provações e o sofrimento serem passageiros.

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É apenas temporário

As quatro estações

O caráter temporário das situações envolvidas em nossa curta passagem pela Terra será o tema da nossa conversa durante esta semana.

Para alguns, tudo vale para a conservação da aparência jovial; para outros, na conquista de fama, popularidade, fortuna, posição social. Outros ainda consideram que não devem existir preocupações; a vida é para ser “curtida”, com o máximo de prazeres que se puder viver.

A vida é, sem dúvida, muito curta; desse fato não deve advir pressa ou desespero, mas reflexão e conscientização a respeito do que fazemos. Tudo relativo à vida na Terra, à condição de ser encarnado, é provisório, seja a fama, seja a humilhação, seja o sucesso, seja o fracasso, seja a riqueza, seja a pobreza, seja o sofrimento, seja a alegria. Não há garantia de que algo dure para sempre; as mais sólidas construções podem ser destruídas por inesperados desastres naturais, poderosos impérios – aparentemente indestrutíveis – dominaram regiões por séculos e depois sucumbiram; o mesmo se aplica a tudo o mais nesta vida.

Nesta série, iremos refletir a respeito de como alguém que tenha consciência disso deve considerar a vitória, a alegria, a paz, o sofrimento, sua posição sócio-econômica, o emprego do tempo e o estabelecimento de prioridades, e como devemos nos preparar para enfrentar as inúmeras surpresas do caminho.

Desejo reforçar que não há a intenção, em nenhum material publicado neste site, de incentivar pessimismo ou negativismo; o objetivo aqui é exatamente o contrário: preparar-nos com alegria para os desafios que enfrentaremos, por meio do conhecimento e estudo da realidade em que nos encontramos inseridos.

Então, até mais tarde, quando iniciaremos a nossa conversa.

Paz e luz,

Euzébia Noleto

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Todas as imagens utilizadas nesta série estão no domínio público e estão disponíveis no site Wikimedia Commons.

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