Emprego do tempo e estabelecimento de prioridades

Verão na Polônia
Verão na Polônia

Leituras inúteis, sites de conteúdo nada edificante, longas conversas ao telefone para falar sobre assuntos irrelevantes, intermináveis horas em frente à TV: se soubéssemos que nosso momento de desencarnar chegaria amanhã, o que pensaríamos do tempo perdido com aquilo que para nada serve?

As prioridades que escolhemos determinam como e em quê empregaremos o nosso tempo. Da mesma forma, o modo como utilizamos o nosso tempo denuncia quais são as nossas prioridades. A certeza de que nosso tempo na Terra é muito curto deve ser a luz a nortear as nossas opções de prioridades.

Qual deve ser a nossa prioridade fundamental? Melhorar, dentro do contexto em que estamos inseridos: ser melhores pais, mães, filhos, maridos, esposas, empregados, patrões, líderes, liderados, estudantes, profissionais. Ser melhores com as outras pessoas, com o meio ambiente, com o planeta. Ser melhores com nossa saúde, com nossos corpos. Ser melhores com o nosso espírito. Estudar e crescer sempre, inclusive no sentido espiritual do termo. Viver em contato com o Alto, por meio da prece, dos bons pensamentos e das boas ações.

Diante disso, surge o questionamento: como fazemos isso? Devemos viver uma vida contemplativa, somente de oração e meditação? Devemos nos isolar, nos afastar de tudo o que é deste mundo, abandonar todo o conforto de que podemos usufruir e todas as atividades que devemos desempenhar? Esta questão já foi brilhantemente respondida há mais de um século, pelo Evangelho Segundo o Espiritismo:

“Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.

(…)

Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo dalma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.

A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta.”

Sendo tudo temporário neste mundo, sabendo que tudo acaba ou se transforma, mais cedo ou mais tarde, como podemos nos preparar para as surpresas do caminho? Falaremos sobre isso amanhã.

Série completa “É apenas temporário” »

Receber as atualizações deste blog por e-mailEste blog no Twitter (@alunosdeKardec)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s