Desânimo?

Nascer do sol em Rifaina, por Gabriel Bisco

“Os que desanimam de lutar e trabalhar, renovar e evoluir são os que verdadeiramente morrem, conquanto vivos, convertendo-se em múmias de negação e preguiça, e, ainda que a desencarnação passe, transfiguradora, por eles, prosseguem inativos na condição de mortos voluntários que recusam-se a viver.

Renovemo-nos.

Acompanhemos a marcha do Sol, que diariamente cria, transforma, experimenta, embeleza.”

André Luiz
Do livro: Estude e Viva. Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

Imagem: Gabriel Bisco

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Recomeço

Somente mobilizando os recursos da fé é que obteremos a energia necessária para efetuar o recomeço.

(artigo originalmente publicado em 2009)

recomecarPassada a situação trágica ou traumática, chega o momento do recomeço.

É necessário que você se disponha a começar de novo. Esteja disposto a deixar para trás o sentimento de vingança, as más lembranças e as mágoas, e substituí-las por perdão. O perdão dirigido aos que cremos que nos fizeram mal e aquele que dirigimos a nós mesmos.

Perdoar a nós mesmos significa aplicar a nós compreensão semelhante à que reservamos aos outros, sem, contudo, ignorar que todos os acontecimentos trazem ensinamentos que devem ser absorvidos para que novas situações desagradáveis sejam evitadas.

Perdoar aos outros permite que nos livremos de uma carga desnecessária de animosidade e mágoa; apenas através do perdão poderemos seguir em frente, sem amarras.

Considerando-se que relembrar determinados fatos traz à tona sensações ruins a eles ligadas, depois de perdoar, é necessário esquecer. Devemos nos esforçar por realizar um exercício de substituição de imagens mentais desagradáveis por outras mais felizes.

Em seguida, é necessário dar o primeiro passo em uma nova trajetória, lembrando-nos sempre da enorme bênção trazida pelo tempo, que renova nossa existência a cada nascer do dia, proporcionando-nos uma oportunidade de começar tudo de novo, iniciar uma vida diferente. Basta que nos apresentemos dispostos a isso.

Por fim, seja qual for a situação menos feliz que tenha se abatido sobre você, sinta-se grato à vida, pois muitos não tiveram sequer a oportunidade de recomeçar ainda nesta existência.

Até breve!

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Maledicência: mal a ser imediatamente combatido em nós

“Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. (…) É mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.”
Richard Simonetti

450px-rose-thorns-by-rudeFalar mal dos outros, prática comumente considerada “inocente”, é atividade altamente perniciosa, pode facilmente transformar-se em hábito e deve ser combatida imediatamente ao constatarmos que ela faz parte de nosso cotidiano.

“Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.”
André Luiz

Não importa se os outros são nossos conhecidos ou não; se estão longe ou perto; se agiram correta ou incorretamente: simplesmente não devemos alimentar nossas conversações com assuntos que somente dizem respeito à vida alheia. Se não for o caso de prestar algum auxílio, para nada de útil tal conversação servirá e ainda poderá ser fonte de muitos males.

“Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.”
Emmanuel

Ao falarmos mal dos outros, abrimos as nossas mentes para que elas se tornem um campo de futilidade, covardia e maldade, cada vez mais desenvolvidas, atraindo, assim, as companhias espirituais – e encarnadas – pertinentes.

“Lábios envenenados pelo fel da maledicência não conseguem sorrir com verdadeira alegria. […]
Olhos empoeirados pela indiscrição não vêem as paisagens reconfortantes do mundo. […]
Mente prisioneira no mal não amealha recursos para reter o bem.
Coração incapaz de sentir a fraternidade pura não se ajusta ao ritmo da esperança e da fé.
Liberte a você de semelhantes flagelos.
Leis indefectíveis de amor e justiça superintendem todos os fenômenos do Universo e superinzam as reações de cada espírito.
Assim, pois, no trabalho da própria renovação, a criatura não pode desprezar nenhuma das suas manifestações pessoais, sem o que dificilmente marchará para a Vanguarda de Luz.”
Emmanuel

Além de desrespeitar o dever primordial da caridade, essa atividade ainda demonstra que nosso tempo está sendo pessimamente empregado: afinal, ter tempo para falar mal dos outros significa ter tempo livre em excesso, que poderia ser empregado em atividades que edificassem o Bem.

“Se nos empenhamos em delitos de maledicência e calúnia, atravessamos [no retorno à pátria espiritual] vastos períodos de surdez ou mudez, precedidas ou seguidas por distonias correlatas.”
Emmanuel

Precisamos policiar-nos e corrigir-nos. E como podemos fazê-lo? Vigiando nossos pensamentos, para que consigamos cortar esse mal pela raiz, e ocupando nossas mentes e nosso tempo com trabalho útil e pensamentos elevados, em sintonia com o Alto. Não importa há quanto tempo labutamos no mal ou quantas vezes caímos e erramos: com força de vontade e esforço, a qualquer momento poderemos transformar nossos comportamentos e nossas vidas para melhor.

Não percamos tempo, então: comecemos agora mesmo, não tocando em assuntos que não nos dizem respeito e recusando-nos a dar continuidade a conversações permeadas de maledicência, gentilmente sugerindo uma mudança de tópico para a conversa. É fundamental, também, que guardemos paciência, tolerância e perdão para com aqueles que ainda não descobriram o poder tóxico da maledicência e continuam permitindo-se praticá-la.

Com a consciência de que há um determinado defeito em nós, surge a responsabilidade de atuarmos para corrigi-lo, dentro do melhor que pudermos fazer. Essas pequenas corrigendas devem obrigatoriamente ser efetuadas com urgência nas vidas de todos aqueles que desejam trilhar o caminho do bem e tornarem-se, um dia, verdadeiros cristãos.

Muito obrigada pela companhia e até a próxima, se Deus quiser,

Euzébia Noleto

“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”.

Jesus (Mateus 15: 11)

 

“Espinho cruel a ferir indistintamente é a palavra de quem acusa; cáustico e corrosivo é o verbo na boca de quem relaciona defeitos; veneno perigoso é a expressão condenatória a vibrar nos lábios de quem malsina; lama pútrida, trescalando fétido, é a vibração sonora no aparelho vocal de quem censura; borralho escuro, ocultando a verdade, é a maledicência destrutiva.

A maledicência é cultura de inutilidade em solo apodrecido.

Maldizer significa destruir.

A verdade é como claro sol. A maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva.

O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade. Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.

A palavra malsinante nasce discreta, muitas vezes, para incendiar-se perigosa, logo mais, culminando na calúnia devastadora.

Não há desejo de ajudar quando se censura. Ninguém ajuda condenando.

Não há socorro se, a pretexto de auxílio, se exibem as feridas alheias à indiferença de quem escuta.

Quanto possível, extingue esse monstro da paz alheia e da tua serenidade, que tenta dominar-te a vida.

Caridade é bênção sublime a desdobrar-se em silencioso socorro.

Volta as armas da tua oração e vigilância contra a praga da maledicência aparentemente ingênua, mas que destrói toda a região por onde prolifera.

Recusa a taça venenosa que a observação da impiedade coloca à tua frente.

Desculpa o erro dos outros.

É muito mais fácil informar-se erradamente do que atingir-se o fulcro da observação exata.

As aparências não expressam realidades.

A forma oculta o conteúdo. Ninguém pode julgar pelo exterior.

Quando vier a tentação de acusar e apontar defeitos, lembra-te das próprias necessidades e limitações e, fazendo todo o bem possível ao teu alcance, avança na firme resolução de amar, e despertarás, além das sombras da carne por onde segues, num roteiro abençoado onde os corações felizes e livres buscam a Vida Verdadeira.”

Joanna de Ângelis

Imagem: Rude

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Começando bem o ano

comecando-bem-o-anoA Doutrina Espírita Cristã nos ilumina, esclarecendo-nos que somos responsáveis por nossos atos; não importa o que nos tenha acontecido no passado, ou o que nos tenham feito, somente responderemos perante a Justiça Divina pelo que fizermos. E é por essa razão que o sucesso do novo ano independe de acontecimentos anteriores. Um ano poderá ser excelente, mesmo se os acontecimentos de seus primeiros dias não forem exatamente felizes. Tomemos consciência, portanto, e assumamos a responsabilidade por nossos atos e nossas vidas, e construamos um 2011 de que nos orgulharemos pelos anos a seguir.

Alguns recursos deste blog e algumas sugestões de outros blogs encontram-se listadas abaixo (todas já indicadas anteriormente), para auxiliar-nos a planejar e realizar dias , semanas, meses e anos proveitosos (os links se abrem na mesma janela):

Divaldo Franco fala sobre o Ano Novo

Perdoe e  perdoe-se: não se permita iniciar o novo ano com raiva, mágoas e ressentimentos (papel de parede)

“Podes, se queres”, por Joanna de Ângelis: uma generosa dose de otimismo, sob medida para começarmos bem o ano

Nasça de novo e recomece, com o auxílio destas sábias palavras de André Luiz

Série “Tempo e Realizações”: planejamento de metas e conquista de objetivos

Além de metas para o nosso crescimento pessoal, pensemos na dor dos outros neste ano novo

P.S: A seção de “Séries” deste site foi reformulada. Se o seu navegador não mostra as sub-páginas da referida seção, basta clicar em “Séries Especiais“, no menu de páginas, e as séries surgirão organizadas por ano e em ordem alfabética.

Muita paz e até breve, se Deus quiser!

Fé e esperança, sem ilusão

Fé e esperança, sem ilusão

“Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes.”
Jesus
(S. Marcos, cap. XI, v. 24.)

Sendo Deus infinitamente misericordioso, incontáveis vezes concede-nos o que pedimos. Outras tantas, não importa o quanto oremos, não obtemos aquilo que desejamos. Antes de revoltarmo-nos contra Ele ou acreditarmos equivocadamente que Ele se esqueceu de nós, meditemos no significado da fé e de seu mais importante instrumento, a prece.

Como o Pai jamais se afasta de nós, a prece serve para que nos reaproximemos dEle. Em momentos felizes, é fundamental que Lhe agradeçamos as dádivas concedidas. Em momentos difíceis, devemos pedir forças e paciência, para suportar com resignação as provas que nos proporcionarão melhoramento íntimo.

Será proibido, então, pedirmos que nos seja inspirada solução para que um determinado problema seja resolvido ou pedir o alívio de uma dor, física ou moral? Por certo que não, já que Jesus nos disse “Pedi e obtereis.” Contudo, devemos ter em mente que nem sempre o que acreditamos ser melhor para nós o é realmente, já que nossa visão é estreita, limitada, imediatista.

Sabendo Deus exatamente o que é melhor para nós, para o presente e para o futuro, frequentemente, a maior demonstração do Divino Amor está justamente em não nos conceder o que pedimos. A nossa confiança no Altíssimo e as nossas esperanças para o futuro devem basear-se nesta verdade: nem sempre conseguiremos aquilo que desejamos, porque nem sempre desejamos o que é melhor para nós, especialmente a longo prazo.

Portanto, renovemos nosso otimismo, nossa paciência e nossas esperanças, por vezes tão esquecidas e empoeiradas, e, iluminados pela fé e pela alegria de viver, sem desânimo, encontremos forças para construir dias mais felizes, sabendo que nem sempre nossos anseios serão atendidos de pronto, mas lembrando-nos que Deus não nos esquece em momento algum e concede-nos exatamente aquilo de que necessitamos para tornar-nos livres de débitos e evoluir.

Muita paz e muita luz! Que possamos viver 2011 com muita fé e otimismo!

Abraços fraternos,

Euzébia Noleto

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