Informativo Divulgação Espírita – Espiritismo no Cotidiano – Novembro 2015 – nº. 83

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ESPIRITISMO NO COTIDIANO

nº. 83 – Novembro 2015

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“E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.”

Jesus

***

“ É indispensável amar e desculpar, compreender e servir, tantas vezes quantas se façam necessárias, de modo a que sofrimento e dissensão desapareçam e a fim de que, nas bases da compreensão e da bondade de hoje, as crianças de hoje se levantem na condição de Espíritos reajustados, perante as Leis do Universo, garantindo aos adultos, nas trilhas das reencarnações porvindouras, a redenção de seus próprios destinos.”

Emmanuel

***

“Nos problemas que carregas
Queres saber como agir. . .
Anelas libertação. . .
Que fazer? Torna a servir.

Sofreste. . . Anseias agora
Adivinhar o porvir. . .
Como achar felicidade?
Atende. Torna a servir.

Erraste. . . Lutas na sombra. . .
Desejas não mais cair. . .
Onde a escora que te guarde?
Trabalha. Torna a servir.

Entregaste os próprios sonhos
Que procuras corrigir. . .
Qual o caminho mais certo?
O melhor: torna a servir.

Excesso de ocupações. . .
Novo dever a cumprir. . .
Compromissos mais pesados,
Não fujas. . . Torna a servir.

Em qualquer dor, se indagasses
Do Senhor como sair
Jesus diria decerto:
Não temas, torna a servir.”

Casimiro Cunha

***

“És filho de Deus, cujo amor inunda o universo e se encontra presente nas fibras mais íntimas do teu ser.

Por isso, nada te deve atemorizar ou afligir demasiadamente.”

Joanna de Ângelis

Queridos amigos,

Que as bênçãos de Jesus acompanhem a todos hoje e sempre.

O final do ano se aproxima, sendo um momento propício para analisarmos como utilizamos o tempo que Deus nos concedeu. Aproveitamos esse tempo para fazer algo em prol do bem comum? Para melhorarmos a nós mesmos, beneficiando, assim, a comunidade? Ou será que perdemos tempo com futilidades? Ou cedemos à cômoda inércia e terminaremos o ano da mesma forma como começamos, sem nenhum progresso, sem esforço, sem transformação?

A partir dessa auto-análise, observemos o que nos falta transformar, o que foi negligenciado, quais futilidades permitimos que nos tomassem precioso tempo. Assim, descobriremos o que deve ser mudado daqui por diante.

Sugiro que, após essa reflexão, façamos um planejamento, com metas e prazos, para que possamos acompanhar o nosso progresso. Nesse planejamento podem constar itens de qualquer natureza, como, por exemplo, qualidades que queremos aprimorar, tais como paciência e tolerância, e como iremos colocá-las em prática, aprender um novo idioma, eliminar determinadas futilidades que desperdiçam tempo, fazer um curso, ser aprovado no vestibular ou algum outro exame, reorganizar as finanças, estabelecer uma rotina de exercícios físicos, traçar planos de uma alimentação mais saudável.

Toda iniciativa que implica em nossa melhora, seja ela espiritual ou material, é louvável. Isto posto, é importante ressaltar que devemos sempre priorizar nossa melhora espiritual, pois de nada adianta progredirmos no campo intelectual e material sem evolução íntima, sem progresso moral.

O mais importante, após refletir e planejar, é agir. Colocar em prática nossos planos no Bem, com fé em Deus, sem dúvida renderá resultados muito proveitosos.

Esclarece-nos Joanna de Ângelis que reclamações a respeito da situação em que vivemos de nada adiantam. Temos que agir, temos que progredir. Estamos sim, sob a regência das leis divinas, e isso significa que enfrentaremos algumas situações inescapáveis, advindas de compromissos por nós anteriormente assumidos, de consequências de nossos atos. Porém, Joanna nos adverte que há um espaço para que modifiquemos nosso panorama de vida, para o presente e o futuro, desde que abandonemos a inércia e nos renovemos no Bem.

Passemos, portanto, à leitura, para que nos inteiremos do teor desse importante alerta:

SAÚDE E BEM-ESTAR

Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Franco. Do site da revista O Consolador.

O planejamento de qualquer projeto responde pela qualidade da futura realização. Previsões e detalhes, cálculos e referenciais, organograma e execução, constituem a base do labor, do qual decorrem os êxitos ou insucessos.

Da planificação até a concretização do empreendimento, quaisquer alterações têm que ser estudadas, a fim de serem introduzidas sem prejuízo para o conjunto ou excesso de gastos não previstos.

Na mesma linha de raciocínio, uma cuidadosa sementeira de cardos, com adubação frequente, outra colheita não resultará, senão de espinhos e acúleos.

A criatura humana torna-se o que pensa, o que sustenta mentalmente e desenvolve até a fixação.

Lamentavelmente, porém, expressiva maioria de indivíduos somente acalenta ideias negativas, lucubra pessimismo, agasalha mal-estares. Como resultado, enfraquecem-se-lhe as resistências morais, debilitam-se-lhe os valores espirituais e alimenta-se da própria insânia.

Há determinadas provações que são inevitáveis, por procederem de desmandos de outras existências. Podem, entretanto, através de construções mentais e humanas edificantes, ser alteradas, atenuadas e até liberadas, pois que os atos saudáveis granjeiam mérito para superar aqueles que são danosos.

Não te atenhas aos atavismos infelizes, revivendo-os, comentando-os, reestruturando-os nos campos mental e verbal. Eles não te abandonarão, enquanto não os deixes.

Queixas-te de insucessos, dissabores, enfermidades, desamor; e, no entanto, aferras-te a eles de tal forma que perdes o senso de avaliação da realidade, rotulando-te como infeliz e estacionando aí, sem qualquer esforço de renovação.

Afirma a sabedoria popular com propriedade: Pedra que rola não cria limo, sugerindo alteração de rota, movimento, realização.

Esforça-te por desconsiderar as ocorrências desagradáveis, perturbadoras.

Planeja o teu presente, estabelece metas para o futuro e põe-te a trabalhar sem desfalecimento, sem autocomiseração, sem amargura.

Podes e deves alterar para melhor o clima que respiras, o ambiente no qual te encontras.

Não basta pedires a Deus ajuda, porém, deves fazer a tua parte, sem o que, pouco ou nada conseguirás. Saúde ou doença, bem ou mal-estar dependem de ti.

Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma via tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus o auxiliasse a tirar do atoleiro o carro em que seguia. Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram.

À frente, alguns quilômetros vencidos, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lamaçal. Este, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo.

Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo. Reunidas todas as forças, logo o transporte foi retirado e, após agradecimentos, o viajante prosseguiu feliz.

Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: — O primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até vociferava, recebeu nosso apoio. Por quê?

Sem perturbar-se, o nobre professor elucidou:

— O que orava, aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.

Será, pois, ideal, que sem reclamar e pensando corretamente te disponhas a retirar do paul o carro da tua existência, a fim de seguires feliz adiante com saúde e bem-estar.

*

O amor divino inunda-me de paz.

Sua presença conduz-me ao próximo, que passo a amar.

Descubro-me em falta para com Deus e para com o meu irmão.

Por fim, amo-me e renovo-me, pleno, regozijando-me no amor, que é a meta essencial da vida.

Como pudemos perceber, Joanna de Ângelis nos ensina de que, com esforço e fé, podemos melhorar nossas vidas e alcançar nossos projetos. Essa preciosa mensagem é fonte de incentivo e ânimo para corrigirmos nossos equívocos e progredirmos cada vez mais.

Esperando sinceramente que este informativo tenha proporcionado momentos de reflexão útil para o nosso aperfeiçoamento, desejo a vocês e a suas famílias muita saúde, muita paz, muita alegria e muita harmonia.

Paz e luz!

Abraços fraternos,

A Equipe do blog Espiritismo no Cotidiano

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Boletim mensal Espiritismo no Cotidiano

Ano VII – Número 83 – Novembro 2015

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Incompreensão

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Mensagem de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier. Obra: Fonte Viva. Do site da FEB.

“Fiz-me fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 9:22.)

A incompreensão, indiscutivelmente, é assim como a treva perante a luz, entretanto, se a vocação da claridade te assinala o íntimo, prossegue combatendo as sombras, nos menores recantos de teu caminho.

Não te esqueças, porém, da lei do auxílio e observa-lhe os princípios, antes da ação.

Descer para ajudar é a arte divina de quantos alcançaram conscienciosamente a vida mais alta.

A luz ofuscante produz a cegueira.

Se as estrelas da sabedoria e do amor te povoam o coração, não humilhes quem passa sob o nevoeiro da ignorância e da maldade.

Gradua as manifestações de ti mesmo para que o teu socorro não se faça destrutivo.

Se a chuva alagasse indefinidamente o deserto, a pretexto de saciar-lhe a sede, e se o Sol queimasse o lago, sem medida, com a desculpa de subtrair-lhe o barro úmido, nunca teríamos clima adequado à produção de utilidades para a vida.

Não te faças demasiado superior diante dos inferiores ou excessivamente forte perante os fracos.

Das escolas não se ausentam todos os aprendizes, habilitados em massa, e sim alguns poucos cada ano.

Toda mordomia reclama noção de responsabilidade, mas exige também o senso das proporções.

Conserva a energia construtiva do exemplo respeitável, mas não olvides que a ciência de ensinar só triunfa integralmente no orientador que sabe amparar, esperar e repetir.

Não clames, pois, contra a incompreensão, usando inquietude e desencanto, vinagre e fel.

Há méritos celestiais naquele que desce ao pântano sem contaminar-se, na tarefa de salvação e reajustamento.

O bolo de matéria densa reveste-se de lodo, quando arremessado ao poço lamacento, todavia, o raio de luz visita as entranhas do abismo e dele se retira sem alterar-se.

Que seria de nós se Jesus não houvesse apagado a própria claridade, fazendo-se à semelhança de nossa fraqueza, para que lhe testemunhássemos a missão redentora? Aprendamos com ele a descer, auxiliando sem prejuízo de nós mesmos.

E, nesse sentido, não podemos esquecer a expressiva declaração de Paulo de Tarso quando afirma que, para a vitória do bem, se fez fraco para os fracos, fazendo-se tudo para todos, a fim de, por todos os meios, chegar a erguer alguns.